Dr. Silvyo Giffoni

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Conteúdo educativo em Neuropediatria

O Uso de Medicações em Crianças Provoca Dependência? Mitos e Verdades

CONTEÚDO EDUCATIVO: TRATAMENTO E ACOMPANHAMENTO

O uso de medicações provoca dependência na criança? Neste vídeo, o Dr. Silvyo Giffoni esclarece essa dúvida frequente e explica o que costuma acontecer com os efeitos colaterais no início do tratamento.

Dr. Silvyo Giffoni responde: medicações usadas em crianças causam dependência?

A maior parte das medicações não causa dependência química

Segundo o Dr. Silvyo, a maioria das medicações utilizadas em neuropediatria não causa dependência química. A classe que apresenta esse risco é a dos benzodiazepínicos, derivados da molécula do diazepam, como o próprio diazepam, o clobazam e o clonazepam. As demais classes de medicação, usadas sob prescrição e orientação médica, não causam dependência, mas ainda assim precisam ser iniciadas e retiradas com acompanhamento médico.

Efeitos colaterais são comuns e costumam ser passageiros

É comum que algumas medicações causem sonolência no início do tratamento, dor de cabeça ou náuseas. Segundo o Dr. Silvyo, isso não significa que a medicação não esteja fazendo efeito, nem que esses efeitos vão se manter por muito tempo: na maior parte dos casos em neurologia e psiquiatria infantil, os efeitos colaterais permanecem entre 15 e 35 dias e depois tendem a diminuir ou cessar.

Por que isso não deve ser usado para decidir sozinho sobre o tratamento

Esse é um panorama geral e não substitui a avaliação do profissional responsável pelo caso. A resposta a uma medicação, a intensidade dos efeitos colaterais e o tempo até a melhora variam de criança para criança. Qualquer dúvida, desconforto ou efeito colateral persistente deve ser conversado com o médico responsável, que poderá avaliar se é necessário ajustar a dose, trocar a medicação ou apenas aguardar a adaptação do organismo.

Por que isso importa para as famílias

Entender a diferença entre dependência química e efeito colateral transitório ajuda a família a acompanhar o início de um tratamento com mais segurança, sem interromper por conta própria uma medicação que ainda está em fase de adaptação. Qualquer decisão sobre iniciar, ajustar ou suspender um tratamento deve ser tomada em conjunto com o profissional responsável.

Para saber mais, veja também o artigo sobre quando a medicação é indicada nos transtornos do neurodesenvolvimento.


Vídeo: Dr. Silvyo Giffoni responde
Autoria: Dr. Silvyo David Araújo Giffoni, CRM/SP 80464, RQE 45568
Fontes: American Academy of Pediatrics: Developmental Surveillance and Screening; Organização Mundial da Saúde: Child and Adolescent Health
Revisão médica: Dr. Silvyo Giffoni (autoria própria)

Este conteúdo é educativo e não substitui avaliação individual. Não inicie, suspenda ou altere qualquer tratamento sem orientação do profissional responsável.

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